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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vai dar samba na Câmara!

O Vereador Márcio de Souza pediu vista ao Projeto de Lei 14.680/2011, de autoria do Vereador Ricardo Vieira, o qual tem por finalidade regulamentar o repasse de recursos municipais às Escolas de Samba de Fpolis., destacando a necessidade de um amplo debate, e sugerindo audiência pública no âmbito da Comissão de Educação, da qual é membro, com as agremiações carnavalescas da cidade, devendo ser solicitada a participação da Secretaria de Turismo e das duas ligas de Escolas de Samba: a do Grupo Especial, LIESF - Liga das Escolas de Samba de Florianópolis, e a do Grupo de Acesso, LEGRANF - Liga das Escolas de Samba da Grande Florianópolis.

Após esta audiência, Márcio vai emitir seu parecer definitivo sobre o assunto.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

"É importante que se faça escândalo; a escuridão aos poucos vai se tornando luz..."

O comportamento da Liga das Escolas de Samba de Florianópolis, que tem o Sr. Zeca Machado como presidente, pretende promover uma desobediência civil.

Para tanto, pretende descumprir um decreto municipal, que regula, pela primeira vez, o funcionamento do concurso das escolas de samba da capital.

Ao longo dos tempos, a relação do poder público com as escolas de samba sempre sofreu contestação, face à questão do financiamento público, exclusivamente feito pela municipalidade e, nos últimos anos, com a participação do Governo Estadual para as escolas do Grupo Especial.

Além desse investimento, tem a Prefeitura a responsabilidade de manter todas as condições da passarela, construída com recursos públicos. E, todos os anos, investimentos significativos ali são efetuados.

Adende-se a isto, outro financiamento, que se efetiva agora, também pago pela Prefeitura, destinado a viabilizar a comissão julgadora, com seus membros pagos para virem de locais de fora do Estado de Santa Catarina. Tal providência consiste em ajustar passagens, hospedagens, alimentação, translados para todos os jurados. Tudo isto, repito, é bancado pela Prefeitura!

Para espanto da administração pública e de toda sua complexidade legal, que exigiu anos de aperfeiçoamento do estado brasileiro, eis que surge a "TESE" do presidente da liga, Sr. Zeca Machado, que pretende colocar tudo abaixo e desqualificar as funções e responsabilidades do mandatário público, quanto à condução do erário, patrimônio e iniciativas de governo.

Assim sendo, quer ser o dono da festa, quer ser prefeito, quer ser a Câmara Municipal de Florianópolis. Porém, quer ser tudo isso sem estar legalmente constituído, sem estar politicamente e socialmente legitimado.

Longe disso, está ainda fora das tradições e inovações praticadas nos grandes centros, onde o concurso de carnaval com escolas de samba acontece.

Por quê? Porque nestes locais existe, com riscos para todas as escolas. No Rio de janeiro, em São Paulo e em Porto Alegre, existem Grupos de Acesso.

Nestes concursos, todos podem subir ou cair, dependendo das qualidades, competências e habilidades de cada agremiação do samba.

As festas dessas regiões prosperam a cada ano, pois há mobilização e envolvimentos regionais e não este protecionismo provinciano que se quer impor.

Entretanto, as Agremiações de Escolas de Samba também buscam, intensamente, formas outras para o financiamento do desfile.

Há uma relação cooperativa na construção da festa, que vai muito além dessa relação patriarcal de estado, repassando os recursos para as Escolas de Samba.

Observemos a rotina atual, que aqui se estabelece:
a) Início do ano: acontece o carnaval;
b) Pós desfile: entrega dos prêmios (dinheiro da Prefeitura);
c) Mês de junho: solicitações da Liga para dar início aos repasses para as escolas de samba;
d) Por volta do mês de agosto, iniciam-se os repasses, com a assinatura de convênios com cada uma das Escolas de Samba, pois, com a Liga, a Prefeitura não assina convênio;
e) Em fevereiro, começam as providências de recuperação da estrutura da passarela (dinheiro da Prefeitura), assim, como toda a segurança e toda a logística para o dia do desfile do ano;
f) Os ensaios técnicos na passarela e Praça XV recebem a logística, também financiados pela Prefeitura.
É neste cenário, de plena dependência e ausência de autonomia administrativa e financeira, por parte da LIGA, que o Sr. Zeca Machado reivindica o domínio da festa.

A população, distante desta disputa de interesses da Liga, se alegra com a possibilidade de mais um dia de desfile. Setores que se alinham com o turismo da região, igualmente, comemoram esta novidade, que não é tão nova assim, se considerarmos que, há 20 anos, existem nove escolas de samba, sendo que uma era de São José - O Grêmio Recreativo Acadêmicos do Samba Lufa-Lufa.

Portanto, Sr. Zeca Machado, ..."não põe corda no meu bloco, não conduz o carro-chefe, nem dá ordem ao pessoal !"...

sábado, 14 de novembro de 2009

Escolas de samba recebem dinheiro

Em 9 de novembro, foi entregue, aos cinco representantes das cinco escolas de samba de Florianópolis, no gabinete do prefeito, valor correspondente à 2ª parcela do valor a que elas fazem jus, para organizar o carnaval de Florianópolis. No total, cada escola receberá R$ 400 mil do município e R$ 300 mil do governo do Estado.

Segundo Zeca Machado, presidente da Liga das Escolas de Samba de Florianópolis, o governo do Estado se comprometeu em pagar, também, o aluguel de R$ 200 mil das lonas para proteger os carros alegóricos.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Carnaval

O mandato do vereador Márcio de Souza deseja a todos(as) um bom carnaval, e que todos(as) se submetam às ordens do Rei Momo Don Hernani Hulk. Ele é o nosso Rei. A nossa monarquia é somente em época de folia.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Baiacu de Alguém

O vereador Márcio de Souza encaminhou projeto de lei (PL 13.146/2009) para tornar a Associação Cultural Baiacu de Alguém entidade de utilidade pública.

A partir da experiência do Bloco de Carnaval Baiacu de Alguém (1992), que foi congregando, ao longo do tempo, vários talentos musicais e artísticos, reunidos em torno da realização de um carnaval de tradição e da preservação da boa música brasileira (samba, choro, MPB), é que se pensou na criação de uma associação, com a finalidade de promover a cultura e desenvolver atividades educativas, especialmente para os jovens. Seu objetivo central é o de canalizar a energia de todos estes talentos reunidos no Baiacu, para a realização de projetos como é o caso do “Pescadores de Cultura: mobilização sócio-cultural do Distrito de Santo Antônio de Lisboa”, já em execução desde o ano passado.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Marchódromo

O sucesso do ano passado com o Marchódromo Nelson Wagner será repetido este ano, com o nome de Marchódromo Vadicão, em homenagem ao fundador do bloco Batuqueiros do Limão, bloco este que em 2009 completa 40 anos de existência e se caracteriza como um dos mais resistentes blocos de animação do carnaval na Praça XV. Marquinhos do Cavaco, filho de Vadicão, dá continuidade à criação herdada de seu pai, já em companhia de seu filho.

Serão 3 dias de apresentação de marchas e marchas-rancho: sábado, terça e quarta-feira, dias 14, 17 e 18, respectivamente.

Sábado será na Rua Jerônimo Coelho, entre o Mercado Público e o Camelódromo, a partir das 10h.

Terça e quarta-feira o evento será realizado na Travessa Ratclif, no antigo bar do Peti, entre as Ruas Tiradentes e João Pinto, a partir das 19h.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Pop-Gay

O vereador Márcio de Souza encaminhou indicação ao prefeito solicitando que as festividades do Pop-Gay, tradicionalmente realizadas nas proximidades do antigo Bar Roma, continuem sendo realizadas na Avenida Hercílio Luz.

A tradicional festa do Pop-Gay, assim com o famoso carnaval do Roma, que neste ano completa 30 anos, estão inseridos na relação das festividades carnavalescas mais famosas do país. Para cá, deslocam-se grandes contingentes que invadem, pacificamente, aquela região da cidade, que é conhecida por todos como o “carnaval do Roma”.

De acordo com vários especialistas em tática e estratégias de segurança, naquele corredor é muito mais fácil o controle do público. As entradas e saídas oferecem, por suas disposições espaciais, um melhor arranjo organizacional, disponibilizando uma melhor e maior eficiência por parte da Polícia Militar, ao contrário do descampado da Praça Tancredo Neves, onde os pontos de fuga tendem ao infinito das possibilidades.

Desta forma, acreditamos que a retomada do “Velho Roma” proporcionará a volta do aconchegante e caloroso carnaval. Ademais, pode-se, ainda, remover de forma intacta todos os plantios recém instalados, assim como os bancos e os tubos de ferro, que servem como divisões entre o calçadão e a estrada (defenso), que também podem ser desmontados com todo o cuidado.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Carnaval

O vereador Márcio de Souza solicitou informações, à Secretaria de Obras e à Secretaria de Turismo, sobre as obras da Passarela do Samba Nego Quirido.

Faltam 3 meses para o Carnaval 2009 e as obras de reforma ainda não se encontram em fase de acabamento. Diante de inúmeras solicitações de munícipes, o Gabinete solicitou cópia do projeto de reforma e ampliação do sambódromo e da área popular, se existe algum projeto para melhorar a visão dos expectadores das arquibancadas ao lado do camarote e, ainda, sobre a capacidade de público atual e a posterior à reforma e ampliação.

O carnaval é um dos eventos de maior importância para o turismo de Florianópolis, além de ser a maior manifestação artística popular do Brasil, sendo, portanto, necessária a devida atenção a esta área!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

100 anos - Cartola

Cartola nasceu Angenor de Oliveira, em 1908, no Catete. Aos onze anos, mudou-se com os pais e os seis irmãos para o morro da Mangueira, onde moraria por mais de quarenta anos. Então “Agenor”, como era chamado (ele só iria descobrir que era Angenor, e não Agenor, ao oficializar seu casamento com dona Zica, décadas mais tarde), trabalhou primeiro como tipógrafo, depois como pedreiro – o pó de cimento das obras que caía sobre sua cabeça fê-lo adotar um chapéu-coco que ele chamava de cartola e que lhe valeu o famoso apelido. Mas gostava mesmo era de farra e malandragem, motivo por que acabou por ser expulso de casa pelo pai. Desamparado, Cartola foi peixeiro, sorveteiro, cavalariço, vendedor de queijos, cambone de macumba. Mas, sempre namorador, beberrão e, acima de tudo, sambista e poeta.

Sabe de quem foi a idéia de criar uma escola de samba na Mangueira? Dele! Aos dezenove anos! Foi também ele quem, após participar da reunião de fundação, escolheu as cores verde e rosa.
O primeiro LP individual ele só foi gravar em 1974, aos 65 anos (!), pela Marcus Pereira. Aberto o caminho, vieram mais discos. E foi assim que o Brasil ficou conhecendo clássicos como As rosas não falam, Acontece, O mundo é um moinho, Cordas de aço, Alegria, Quem me vê sorrindo, Alvorada, Disfarça e chora, Tive sim, Corra e olhe o céu, Ensaboa, Autonomia.

Cartola morreu em 1980, enlutando a Mangueira e o país. Na ocasião, a mais bela síntese do sentimento geral foi feita pelo também mangueirense compositor Nelson Sargento: “Cartola não existiu. Foi um sonho que a gente teve...”
(Fonte: Agenda Samba-Choro)